Entrevista

Entrevista com o RENTRER EN SOI na França!

06/10/2007 2007-10-06 12:00:00 JaME Autor: Ayou Tradução: Gaga-Kun

Entrevista com o RENTRER EN SOI na França!

Pouco antes de seu primeiro show na Europa, o RENTRER EN SOI responde algumas questões do JaME.


© RENTRER EN SOI - JaME - Philippe Hayot
Foi no começo da tarde que o JaME se encontrou com o RENTRER EN SOI no dia de seu show. Eles estavam relaxados, mas um pouco cansados; nós éramos os últimos a entrevista-los antes deles saírem para comer e fazer passagens de som.

Olá a todos, vocês poderiam nos falar um pouco sobre o começo da banda?
(Todos dão risada) John, o tradutor, explica que eles responderam a essa pergunta desde manhã e então começa a apresentar a banda.

John: Como base para a banda, Takumi e Satsuki se conheciam e eram amigos. Eles queriam muito fazer música, portanto eles decidiram criar uma banda, mas não tinham outros. É claro, eles tinham um guitarrista e um baterista de apoio, mas eles precisavam de membros permanentes. Um pouco depois disso eles descobriram Mika que estava em uma banda que os três gostavam muito. Eles acharam que Mika tinha ótima habilidade na bateria, mas como ele já estava em uma banda, não tinha como trazê-lo. Por sorte para essa nova banda, a banda de Mika resolveu encerrar as atividades. Eles então pediram para que o baterista se juntasse a banda, mas Mika disse: ‘Se eu entrar, Shun tem que vir comigo! Ele é um ótimo guitarrista então vocês tem que leva-lo pra banda junto comigo.’ Foi assim que a aventura do RENTRER EN SOI nasceu. (de novo, todos dão risada)

Quais são algumas bandas, Japonesas ou não, que vocês gostam?
Takumi: Eu gosto muito de velhas bandas de heavy metal.
Shun: SUM 41.
Mika: Dream Theater e Björk.
Ryo: Eu gosto de vários tipos de música, mas de bandas ocidentais, eu particularmente gosto do System of a Down.
Satsuki: Nirvana, Linkin Park, Dir en grey. (todos dão risada)
Takumi: Ozzy Osbourne.
Satsuki: Avril Lavigne. (risos de novo)

Como vocês entraram no mundo da música?
Takumi: Eu queria tocar bateria por causa das bandas que eu gostava, mas eu não tinha onde colocar a bateria no lugar em que eu morava, então eu acabei tocando guitarra só de raiva! (risos)
Shun: Eu também fui influenciado pelas bandas que eu gostava, contudo eu nunca pensei em tocar qualquer outra coisa sem ser guitarra.
Mika: Quando eu fiz uma banda com meus amigos, só sobrou um lugar pra baterista. Então eu acabei tomando a posição e depois de um tempo eu comecei a sentir algo pela posição. Eu então acabei comprando uma bateria pra minha casa! (risos)
Ryo: Eu gostava bastante de Visual Kei quando eu estava na escola, então eu queria fazer a mesma coisa.
Satsuki: Eu canto porque eu tenho mensagens que quero espalhar. Eu tentei praticar alguns instrumentos, mas, toda vez que eu tocava eu dizia pra mim mesmo que as mensagens que queria espalhar só poderiam ser feitas através da minha voz.

Qual é o tema principal de suas músicas?
Satsuki: Como o nome da nossa banda indica, RENTRER EN SOI representa introspecção, o ato de buscar a si mesmo para que se possa aprender a sua verdade interior.

Por que vocês escolheram usar um nome francês para a banda?
Satsuki: Basicamente, eu sou um fã da Europa e da França em particular. Eu admiro muito as pessoas daqui. Alguém pode perceber isso nos meus visuais e maquiagens. É especialmente por influência minha que nós escolhemos o francês para o nome da banda.

Essa nao é a primeira vez que vocês vêm pra França. Vocês já vieram pra cá em 2004 produzir alguns clipes. Podem nos dizer como correu tudo?
Satsuki: Nós queríamos fazer clipes em um país pelo qual nós já nutriamos muitos sentimentos como demonstramos em nosso nome. Nós queríamos ter esse ambiente que é tão particular dos prédios franceses. Quando chegamos aqui, nós percebemos que algo que se expandiria por poucos metros no Japão, aqui na França se extende por quilômetros. É a verdadeira França que queriamos experienciar com sua arquitetura peculiar. Basicamente, é algo que não temos no Japão.
Mika: Nós ficamos emocionados com o interior da França, em especial pela sua simplicidade. E as garotas também são muito bonitas! Nós queríamos fazer esses vídeos nesse cenário similar a perfeição.

É algo que remetia ao estilo visual de vocês do período?
Satsuki: Sim, claro! Do período é o que mais correspondia a nós.

Por que vocês não aproveitaram essa oportunidade e fizeram um show na França?
Satsuki: Nós não tínhamos nenhum contato ou rede de conexões definida ainda! (todos riem)

Por volta de 2005-2006 vocês encerraram seu período visual. Nós sabemos que já lhes fizeram essa pergunta diversas vezes, mas nós gostaríamos de saber o que fez com que vocês mudassem assim. E o que mais mudou além do visual?
Satsuki: O que mais mudou junto com nosso visual foi nosso recado e nossa força de vontade. Nós ficamos mais fortes. Essa introspecção que tinhamos com o RENTRER EN SOI permitiu que nós fizéssemos uma reflexão interior e percebecemos que não tínhamos que ser tão focados em nossos visuais.
Takumi: Quando as pessoas mudam seus visuais elas também mudam seu comportamento, mas isso acabou vindo com o tempo, em especial. Essa mudança não fez com que mudássemos os temas que abordamos.

Qual foi a reação de seus fãs no Japão?
Satsuki: Muitas pessoas gostavam de nosso antigo visual, mas com as novas músicas e o novo visual outras pessoas passaram a nos ouvir e nós recebemos um ótimo feedback. Estamos muito felizes.

A música I hate myself and I want to... uma homenagem à música do Nirvana?
Satsuki: Sim, sim, isso já foi perguntado! (todos riem) Foi só depois que a música tinha sido finalizada que nós notamos que ela podia ser tomada como uma homenagem ao Nirvana. Não foi bem o caso, contudo, e nós decidimos coloca-la como última faixa do álbum THE BOTTOM OF CHAOS porque para nós é uma música bem forte. Eu falo do fato que eu não gosto de mim mesmo, ou melhor, que eu não gostava de mim mesmo, explicando essa introspecção. Antes de ter sucesso em ultrapassar certas barreiras eu percebi que só ser negativo não era uma boa solução. Mesmo eu não gostando de mim mesmo, eu, mais que tudo, tinha que viver. Nesse momento eu até queria morrer, se alguém seguir direto o título é I hate myself and I want to DIE! (Nota do tradutor: A Tradução do título é – “Eu me odeio e eu quero...” Satsuki aqui a completa com “DIE” que significa Morrer) Desde então eu superei tudo isso. Nós queríamos que as pessoas percebessem que apesar de todos os sentimentos negativos que elas possam ter sobre si mesmas, é necessário seguir em frente. É necessário refletir muito e não desistir e entrar em desespero. Existe aí na verdade uma mensagem bem positiva.

Satsuki e Takumi, vocês poderiam nos falar um pouco de suas tatuagens? (Ambos levantam seus braços com muitas tatuagens visíveis em seus braços e mãos)
Satsuki: Todas estão nos mesmos locais das do Kyo (do Dir en grey). Ele é um amigo nosso e nós quase sempre estamos como ele. Nós achamos as tatuagens dele muito legais e por isso queríamos ter as mesmas em nós.

Isso foi mais ou menos ao mesmo tempo em que vocês mudaram o visual?
Takumi: Nós não fizemos isso deliberadamente porque queríamos mudar nosso visual, isso foi feito naturalmente e de forma bem simples.
Satsuki: Nós até achamos que tínhamos que ter feito as tatuagens antes, porque elas combinaram bem. Nós não fizemos as tatuagens para a banda, mas muito mais por uma combinação de circunstâncias.

Daisuke (ex-kagerou, agora the studs) e Kyo (Dir en grey) são creditados em seus álbuns como Vocal Therapist e Agitator. Vocês podem nos dar mais detalhes de como eles ajudaram nos álbuns? Eles também participaram no THE BOTTOM OF CHAOS?
Satsuki: Não é o Kyo mas o Daisuke. E sou eu quem ele mais ajuda me fazendo beber bastante. Antes eu não bebia, mas isso mudou graças ao Daisuke eu seguro meu álcool bem agora. O Daisuke até me lança desafios frequentemente como ‘Segura, beba esse copo, ou aquele’ e ao mesmo tempo ele me ensina como um cantor deve ser. Ele é muito mais uma influência do que uma ajuda sólida em nosso trabalho.
Mas o Kyo e o Daisuke participaram em seu último álbum?
Satsuki: É um segredo! Mas talvez se o ouvido for aguçado então alguém pode ouvir algo.
Hmm... Você diz algumas vozes de apoio e murmúrios em suas músicas?
Satsuki: Segredo! (risos embaraçados) Talvez... Talvez não...

Você pode nos descrever o THE BOTTOM OF CHAOS um pouco mais? Quando nós o ouvimos, parece que há uma história ou um tema por trás dele.
Satsuki: Não foi intencional ter uma história por trás do álbum, mas, de fato, se nós tomarmos como exemplo a música Ushinawareta fuukei no yume onde eu falo sobre algo que deixou uma marca em mim e me deixou furioso, alguém pode até dizer que eu ‘cuspo minha raiva.’ E, bem, é um episódio da minha vida e existem doze como esse. Não é nada deliberado, mesmo se pode ser encarado como um filme. Todos nós colocamos parte de nossos sentimentos em cada uma dessas músicas que, depois nos dá a impressão de serem cenas de vida. A confusão entre alegria, tristeza, raiva, desejo de morrer e etc.

Como vocês se sentem sabendo que seus álbuns estão sendo distribuídos na Europa?
Satsuki: Nós estamos muito felizes e nos sentindo honrados!

Quais são seus projetos futuros? Vocês gostariam de experimentar outros estilos musicais?
Takumi: Três anos atrás nós nem imaginávamos que estaríamos assim. Nós não planejamos nada. Não temos como dizer ‘Nós vamos fazer isso ou aquilo.’ Nós vivemos no presente. Isso vai se decidir no momento oportuno de forma natural.

Nós soubemos recentemente que vocês vão tocar na convenção Oni-Con em Houston, no mês de Outubro. Qual o sentimento de vocês em visitar os EUA pela primeira vez?
Satsuki: É algo que nós queríamos fazer por algum tempo.

Vocês se veêm fazendo uma turnê lá?
Satsuki: Sim, nós gostaríamos muito.

Por que vocês decidiram fazer remixes de suas músicas?
Takumi: Um remix permite que algo novo seja transmitido. Mesmo que a gente mantenha o vocal, as letras não vão mudar, mas serão recebidas de forma diferente de acordo com os arranjos. É interessante trabalhar com remixes também porque apesar de mantermos os vocais, todos nós nos reencontramos para refazer a música. A parte mais difícil é tentar não distorcer mais ainda o sentido das letras, é necessário manter uma certa lógica.

Se vocês não estivessem no ramo musical, o que estariam fazendo hoje?
Takumi: Eu gosto de fazer coisas; é por isso que eu faço música. Se eu não estivesse envolvido com música, eu gostaria de fazer algo. O quê? Eu não sei o que eu faria.
Shun: Estampador! (todos riem) Eu teria estampado alguns lençóis.
Mika: Se eu não fosse baterista, eu teria sido um engenheiro de som. De qualquer jeito, eu estaria no meio musical.
Ryo: Otaku? (todos riem)
John: Isso não é profissão! (todos riem)
Ryo: Então repórter do clima.
Satsuki: Se eu não fizesse música, eu gostaria de ser um escritor.
O que você gostaria de escrever?
Satsuki: No álbum THE BOTTOM OF CHAOS uma das minhas músicas encheu três páginas no Word. Tirando as palavras chaves eu fiz uma música. Eu tenho aptidão para escrever e também eu posso escrever no mesmo estado de espírito em que componho as músicas.

Em seu blog oficial nós vemos vocês freqüentemente dormindo. (A banda faz piadas e aponta a Ryo antes mesmo da pergunta ter terminado). Mostrando Ryo dormindo a maior parte do tempo é uma piada interna entre vocês?
Satsuki: (todos riem) Antes de tudo é necessário enfatizar que só ele quem dorme!
Ryo: Naturalmente, eu pego no sono o tempo todo. E então eles tiram uma foto! (risos)
Satsuki: Na rua quando alguém reconhece ele, dizem: ‘ah, é o cara que só dorme’ Ryo! (risos)

Vocês acabaram recentemente uma longa turnê pelo Japão. Vocês têm alguma pequena história ou uma lembrança em particular dela?
Satsuki: Nós temos boas lembranças. Foi um passo a mais em nossa evolução, mas é passado. Agora estamos pensando no show na França.

Vocês estão nervosos com o show de hoje? Vocês têm algum hábito antes de subir no palco?
Satsuki: Nós estamos muito felizes em tocar essa noite! Normalmente eu tomo mel antes de um show mas não tenho aqui.
Shun: Eu faço exercícios com o polegar.
Mika: Eu treino movimentos de bateria.
Ryo: Eu fumo e durmo. (Todos riem)
Satsuki: Eu nem ligo, as vezes eu estou compondo antes de ir pro palco. Vocês tem até que me avisar quando vai começar.

Vocês têm alguma última mensagem?
Satsuki: Espero que gostem de THE BOTTOM OF CHAOS!

Obrigado a todos!
Rentrer en Soi: Obrigado!

O JaME gostaria de agradecer ao RENTRER EN SOI, a seu empresário, a Ganshin e a John por traduzir.
Fotos por Ayou.
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