Entrevista com o ASUKA na Japan Expo
Durante a Japan Expo 2009, o JaME teve a oportunidade de conversar com o grupo ASUKA.

Por favor, vocês poderiam se apresentar para nossos leitores que ainda não os conhecem?
Kazuya Kujime: Meu nome é Kazuya Kujime. Eu toco um instrumento chamado hichikiri, um pequeno oboé feito de bambu, e piano. Eu também trabalho em um templo xintoísta.
Yoshimure Naoya: Eu sou Yoshimure Naoya. Eu toco uma espécie de flauta chamada ryuuteki, que é uma flauta tradicional japonesa feita de bambu.
Naito Asako: Eu sou Naito Asako. Eu toco ryuuteki, como também sho, uma harmônica japonesa. Eu também danço com Mami Hirosaki.
Mami Hirosaki: Mami Hirosaki; Eu danço, canto e toco sho.
Como vocês todos se conheceram?
Kazuya Kujime: Yoshimure Naoya é meu irmão. Nossa família toca música gagaku, a música tradicional que usa os instrumentos que tocamos. Então nós aprendemos esta música desde que éramos crianças.
Naito Asako: Todos nós estudávamos música em uma universidade. Eu conheci Kazuya Kujime e Yoshimure Naoya nesta escola. Na época, eu tocava flauta ocidental. Entretanto, depois de conhecê-los, eu comecei a me interessar por música tradicional.
Mami Hirosaki: Eu conheci todos durante a universidade. Eu venho de Nara, uma cidade muito tradicional onde música gagaku é tocada, que me levou a fazer música tradicional com eles.
Qual era sua experiência musical antes do ASUKA?
Kazuya Kujime: Antes de começar o ASUKA, eu tocava piano.
Yoshimure Naoya: Eu amo rock, então tocava guitarra e bateria.
Naito Asako: Eu tocava piano, mas então, no colegial, eu comecei a tocar flauta.
Mami Hirosaki: Eu também comecei a tocar piano quando era muito jovem, e então aprendi flauta. Durante a universidade, eu comecei a cantar.
Poderiam definir o que é "gagaku progressivo?"
Kazuya Kujime: Nós usamos instrumentos que existem há 1.400 anos, então eles são instrumentos muito tradicionais, mas a música é bem moderna. Nós esperamos que esta combinação seja aceita por muitas pessoas.
Como surgiu esta idéia de misturar música tradicional com estilos mais modernos?
Kazuya Kujime: Eu sou o compositor e fui inspirado pela música ocidental que usava o orgão para música religiosa, mas também para música moderna. Este é o tipo de música que me inspira. Já que usamos instrumentos tradicionais, eu gostaria de deixá-los mais acessíveis para as pessoas que escutam nossa música misturando-os com música moderna. Eu acho que é mais fácil para as pessoas aceitarem, mas nós também gostamos muito.
Vocês colaboraram com Ryuichi Sakamoto - como foi conhecer um compositor tão famoso?
Kazuya Kujime: Ryuichi Sakamoto tocou uma peça chamada Tong Poo no Yellow Magic Orchestra. Eu admirava esta peça e nós tivemos sucesso em contatá-lo e uma colaboração nasceu.
Leiji Matsumoto, o criador da série "Capitão Harlock," desenhou a capa de seu próximo álbum. Como surgiu esta oportunidade?
Kazuya Kujime: Nosso empresário é amigo pessoal de Leiji Matsumoto.
Sua música aborda este universo particular de animação?
Kazuya Kujime: Existem animes e video games que lidam com eventos históricos e a música é muito próxima do que fazemos.
Como você concilia sua vida dentro de um santuário com o mundo da música?
Kazuya Kujime: Como no templo xintoísta, eu uso meus instrumentos. Quando trabalho no templo, eu também os uso, então na verdade não existe uma grande diferença. Durante os shows nós também usamos efeitos de som, ao contrário do templo, onde apenas usamos nossos instrumentos.
Alguns de seus concertos já foram transmitidos na televisão. Que tipo de experiência foi esta para vocês?
Kazuya Kujime: Antes, não havia música tradicional que fosse conhecida. Desde que aparecemos na televisão, foi uma boa maneira para nos tornarmos conhecidos.
Vocês querem transmitir algum tipo de mensagem através de sua música?
Kazuya Kujime: Nós expressamos a natureza em nossa música; por exemplo, nós queremos mostrar a beleza das quatro estações, algo que é muito apreciado no Japão.
Quais são seus projetos para o futuro?
Kazuya Kujime: No Japão, em breve acontecerá a temporada de festivais de verão. Cada um de nós irá se apresentar nestes festivais.
Vocês têm uma mensagem para os nossos leitores?
Kazuya Kujime: Pode ser difícil entender toda a cultura japonesa através de nossa música, mas eu acho que pelo menos pode ser uma oportunidade para descobrir e experimentar uma parte dela.
O JaME gostaria de agradecer ao grupo ASUKA, como também ao seu empresário e ao tradutor, por ceder seu tempo para tornar esta entrevista possível.













