Entrevista com Yoshida Brothers

entrevista - 30.05.2009 18:05

O Yoshida Brothers fala sobre sua turnê no exterior, seu novo álbum PRISM e sua carreira até agora.

Nós recentemente tivemos a chance de sentar com o Yoshida Brothers em Los Angeles para uma entrevista no meio da sua turnê americana West Coast Tour 09'. Apesar de ter sido realizada um dia depois do show de San Diego e antes das apresentações de cinco dias consecutivos em São Francisco, a atmosfera estava bem relaxada e descontraída.

Até agora vocês já se apresentaram em Los Angeles e San Diego nessa turnê. Como foi?

Ryoichiro: Foi bom! Estamos fazendo turnês pelo Japão por dez anos e nos Estados Unidos por cinco, então estamos acostumados.
Kenichi: Foi a nossa primeira vez em San Diego, então mais pessoas japonesas compareceram. Ocorreu o mesmo na nossa primeira vez em Los Angeles. No entanto, quanto mais nos apresentávamos lá, mais pessoas diferentes começavam a vir, não só japoneses como vários americanos também. Eu espero que o mesmo aconteça com San Diego.

Qual a diferença de uma turnê americana de uma japonesa?

Ryoichiro: A platéia. A resposta da audiência e suas palmas. No Japão, as palmas da platéia começam devagares e ficam altas. Nos Estados Unidos, é diferente e mais alto.
Kenichi: (Divertindo-se) Na Europa foi tudo muito silencioso. Era como se eles estivessem assistindo a uma apresentação de música clássica!

No fim do ano passado, vocês fizeram uma turnê pela Oceania, algo incomum para artistas japoneses. Como foram esses shows comparados com outras apresentações no exterior?

Kenichi: Na realidade, não tinha sido nossa primeira vez na Austrália! Desde da nossa estréia, nós já havíamos tocados no Sydney Opera House uma vez, na nossa segunda viagem ao exterior. O público era bastante parecido com o europeu.

Quando e por que vocês começaram a incorporar elementos da música ocidental no estilo musical tradicional japonês?

Kenichi: Desde de antes da nossa estréia. Era muito complicado tocar apenas no estilo tradicional japonês. Eu queria tocar o meu próprio estilo e mostrá-lo para o mundo.
Ryoichiro: Foi o mesmo para mim.

Qual a parte mais difícil de tocar shamisen?

Ryoichiro: (Risos) Eu toco shamisen desde dos cinco anos. Então fazem 25 anos que eu toco e mesmo assim eu ainda acho difícil!
Kenichi: Sim! É o mesmo comigo. Só o fato de pensar em tocar já é complicado.

Vocês recentemente lançaram um álbum chamado PRISM. O que o título significa para vocês?

Ryoichiro: Esse álbum é uma reflexão sobre tudo que estivemos tocando até agora. Ele é um reflexo de todos nossos antigos álbums e de tudo que aprendemos até hoje, além de representar a luz.

Qual a faixa que vocês mais gostam de tocar do álbum PRISM?

Ryoichiro (Responde imediatamente) Red Bird.
Kenichi: End of the World.

Há alguma história especial sobre o álbum?

Ryoichiro: Foi a nossa segunda vez gravando em Los Angeles. Nós queríamos mostar algo diferente, por isso o álbum é sobre tudo o que nós já fizemos em nossa carreira.

"Mr. Nagano's Foolish Proposal" ("A proposta imbecil do Sr. Nagano") é um título bem interessante para uma música. Vocês podem nos explicar a música e de onde veio o nome?

(Todos no quarto riem)
Kenichi: (Ainda rindo) Nós fizemos uma colaboração com nosso produtor nessa música. Foi ele que decidiu o título!

"The Nightmare Befores Christmas" não parece ser algo no estilo do Yoshida Brothers. O que vocês acharam desse projeto?

Ryoichiro: Com todos os outros artistas famosos nesse álbum, nós estávamos muito animados para participar dele. No entanto, foi muito difícil descobrir como incorporar elementos de shamisen nessa música, devido ao seu estilo.
Kenichi: Toda vez que algum japonês vê nosso nome no álbum eles ficam todos "O quê!? Por que os Yoshida Brothers estão aqui?". Mas na realidade, nós fomos procurados pela Disney americana para fazer essa faixa.

Vocês tocam algum instrumento além do shamisen?

Ryoichiro: Não, eu sempre só quis tocar shamisen.
Kenichi: Durante o ensino médio, eu comecei a aprender como tocar guitarra.

Quais foram as suas maiores realizações desde o começo de suas carreiras? Há ainda algum objetivo que vocês queiram alcançar?

Kenichi: Nesse momento eu não acho que nós tenhamos alcançado qualquer coisa. Eu só quero que mais e mais pessoas assistam aos nossos shows.
Ryoichiro: Recentemente, nós acabamos de completar nosso décimo aniversário desde da nossa estréia major no Japão. Durante o show final, as pessoas bateram palmas de pé. Isso é algo muito difícil de se conseguir de um público japonês. Mas eu não me sentirei realmente realizado até conseguirmos ficar maiores. Eu quero ganhar um prêmio como o Grammy. Não acho que teremos realizado alguma coisa até conseguirmos um Grammy.

Qual foi a colaboração mais especial que vocês fizeram?

Kenichi: Não há nenhuma em particular mas, na Espanha, nós tocamos com um estilo flamenco. Haviam violões flamencos tocando conosco e foi muito interessante.
Ryoichiro: Toda vez que tocamos com percussão. Percussão combina muito com shamisen, como os tambores taiko japoneses.

Finalmente, deixem uma mensagem para nossos leitores.

Ryoichiro e Kenichi: Nosso álbum PRISM acabou de sair no Japão e nos Estados Unidos, então, por favor, o escutem. É um reflexo de tudo que já fizemos até agora.


Agradecimentos ao Yoshida Brothers e a Domo Records por tornar essa entrevista possível.
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